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Guia completo de Nobreaks Vertiv: como escolher a solução ideal para cada aplicação

Escolher o nobreak correto é decisão técnica e estratégica para qualquer projeto de infraestrutura crítica. Este guia reúne conceitos importantes para selecionar um nobreak Vertiv (Liebert), explicando topologia, diferenças de produto (GXT, ITA e linhas correlatas), fatores de especificação e aplicações típicas como data centers, salas de TI e ambientes industriais. 

O que é um nobreak online (dupla conversão)

Nobreaks “online” ou de dupla conversão convertem a energia da rede AC em DC para carregar a bateria e, em seguida, reconvertem para AC para alimentar a carga. Esse processo isola totalmente os equipamentos das variações da rede (ruído, picos, quedas). Para aplicações de missão crítica (data centers, equipamentos médicos, controle industrial) essa topologia é a mais recomendada.

Linhas Vertiv mais relevantes para projetos 

A Vertiv oferece várias famílias de nobreaks adequadas a diferentes escalas e aplicações. Entre as mais utilizadas pelas equipes de infraestrutura estão:

Liebert® GXT5 / GXT RT 

  • Família projetada para proteção contínua em ambientes centralizados e edge, com variantes rack/tower e boas opções de runtime modular com gabinetes de baterias externos. Indicada para proteção de racks de TI, salas de rede e edge computing.

Liebert® ITA 2

  • Série escalável, totalmente digital e de dupla conversão, com versões trifásicas. É uma opção para pequenos data centers, indústrias, salas de TI e aplicações onde se exige eficiência e possibilidade de expansão (bancos de baterias externos, paralelismo).

Observação: existem outras linhas (EXL, etc.) destinadas a segmentos específicos (grandes instalações). Use os materiais oficiais para escolher a família correta conforme potência e aplicação.

Monofásico vs trifásico: quando usar cada um

  • Monofásico: indicado para cargas menores e distribuídas em uma única fase, como: escritórios, racks isolados, pequenas salas de TI. Muitos modelos GXT cobrem esse segmento com opções 500 VA a alguns kVA.
  • Trifásico: necessário quando a instalação exige distribuição em 3 fases, grandes cargas ou estabilidade para sistemas industriais, data centers maiores e processos contínuos. Modelos como ITA2 têm configurações que suportam saídas trifásicas e paralelismo para escalabilidade.

Regra prática: escolha a topologia (mono/trifásico) conforme a infraestrutura elétrica existente e o balanceamento de cargas previsto; não apenas pelo kVA isolado.

Como interpretar especificações Vertiv ao comparar modelos

Ao comparar modelos (GXT vs ITA, ou diferentes kVA), priorize estes parâmetros técnicos:

  • Topologia (online / dupla conversão): garante isolamento da rede.
  • Fator de potência de saída (por ex. 0,9 ou 0,8): indica quantos kW reais o UPS pode fornecer para uma carga kVA. Muitas linhas Vertiv especificam fator de potência alto para maior capacidade útil.
  • Eficiência (modo online e ECO): impacto direto no TCO e dissipação térmica. Modelos modernos oferecem modos ECO com economia energética.
  • Opções de runtime (gabinetes de baterias externas): para quando é necessário estender autonomia sem substituir o UPS.
  • Capacidade de paralelismo/expansão: importante em projetos que crescem por demanda.
  • Gestão e monitoramento remoto: suporte SNMP, integração com software Vertiv e telemetria (essencial em ambientes distribuídos).

Como dimensionar um nobreak Vertiv: passo a passo prático

  1. Levantamento de cargas: liste equipamentos críticos (servidores, storage, rede, sistemas de controle) e anote potências nominais (W) ou VA.
  2. Somar cargas e aplicar fator: some em watts ou kVA; ao converter para UPS, considere fator de potência do equipamento e do UPS.
  3. Definir autonomia necessária: tempo mínimo necessário para desligamento controlado ou para ativação de gerador. Isso determina banco de baterias.
  4. Escolher topologia e linha: para missão crítica, prefira online/dupla conversão (ex.: GXT/ITA).
  5. Prever expansão: escolha modelos que permitam aumento de runtime ou paralelismo, se houver previsão de crescimento.
  6. Planejar infraestrutura complementar: espaço para gabinetes, ventilação, acesso de manutenção, e cabeamento.
  7. Validar com fornecedor certificado (distribuidor Vertiv): garanta suporte, garantia e acesso a peças originais. Programas de canais Vertiv dão suporte técnico e materiais de configuração.

Aplicações típicas e recomendações rápidas

  • Salas de TI e racks de servidores (edge/micro-data center): GXT/GXE: opções rack/tower com boa densidade e gestão remota.
  • Pequenos data centers e salas de controle: ITA2: escalável, com possibilidade de saída trifásica e cabinets de baterias.
  • Ambientes industriais: prefira modelos com tolerância a variações e configuração trifásica quando necessário; considere retificadores e filtros adicionais.

Custos e TCO: o que considerar além do preço inicial

  • Eficiência e consumo (perdas) afetam energia e ar condicionado. Modelos com modos ECO reduzem custo operacional.
  • Custo de baterias e necessidade de reposição (runtime desejado): pesquisar opções de bancos externos e políticas de manutenção.
  • Suporte e SLA do distribuidor: Partner Vertiv oferece treinamentos, suporte técnico e materiais oficiais; isso reduz risco operacional.

Boas práticas de instalação e operação

  • Testar rotineiramente o banco de baterias (autonomia, aquecimento, conexões).
  • Agenda de manutenção preventiva com técnico credenciado.
  • Registro e monitoramento remoto das métricas (tensão, corrente, temperatura, alarmes).
  • Plano de contingência que inclua procedimentos de failover e ativação de gerador.

Um guia prático para escolher nobreaks Vertiv envolve: (1) entender a topologia (dupla conversão) e por que ela é usada em missão crítica; (2) comparar famílias Vertiv (GXT, ITA e outras) segundo fator de potência, eficiência, opções de runtime e escalabilidade; (3) dimensionar corretamente carga e autonomia; e (4) validar a solução junto a um distribuidor/partner Vertiv com suporte técnico. Seguir esse fluxo reduz riscos e melhora o custo total de propriedade.